domingo, 17 de abril de 2011

Sobre o surgimento da arteterapia

Inicialmente, no campo da psiquiatria, a expressão por meio da arte foi observada e usada para classificar as patologias dos doentes mentais de acordo com suas produções artísticas. Por parte da criminologia também houve o interesse de classificar doenças mentais por meio dessas criações. Percebeu-se que surgiam “manifestações de histórias de vida e conflitos pessoais” nos trabalhos realizados.
Freud estudou manifestações artísticas e seus criadores sob a luz da teoria psicanalítica. Ele defende que o inconsciente se manifesta por meio de imagens e que elas escapam da censura da mente com mais facilidade que as palavras. Para ele a “criação artística é produto de uma função psíquica chamada sublimação”, que transforma a libido em impulso criador por meio  da canalização de parte da energia psíquica primária.  Pôde-se pensar na arte como atividade terapêutica e diagnóstica.
Jung utiliza a arte como parte do tratamento trazendo os conceitos de produção do inconsciente individual e inconsciente coletivo, que é aquele que o indivíduo traz da cultura humana e suas civilizações. Dizia que “a criatividade é uma função psíquica, daí a arte não ser apenas fruto de sublimação de instintos sexuais e agressivos. É função natural da mente humana e tem função estruturante do pensamento”. Acreditava também que a arte poderia ser componente de cura, inclusive de facilitação da interação verbal com o paciente.

“Comunicar-se por formas alternativas torna-se o veículo possível onde a palavra fracassa, pois o indivíduo não pode transmitir sua organização incomum de captação da realidade interior-exterior” (Andrade,2000).

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