Considero interessante quando algumas pessoas me perguntam por que estudar psicologia ou por que pensar que a psicologia pode ser útil para a vida de alguém. Sinceramente, nunca pensei ser necessário ter bons motivos para considerar a importância da psicologia em minha vida. Afinal, se sou um indivíduo que nasci e fui cuidada por alguém e, consequentemente, fui inserida numa comunidade aí certamente terei alguns conflitos, pois não conseguirei viver em total harmonia com eles o tempo todo, já que, por mais influencia que tenha deles, sou uma pessoa única.
Se por alguns momentos na vida tenho a sensação de que ninguém nunca sentiu esse sofrimento que estou sentindo agora e me sinto sozinha, com medo e vergonha de falar sobre isso, não preciso de um bom motivo para saber da importância que a psicologia pode ter em minha vida.
Se trabalho em um lugar onde a convivência é difícil e conflituosa e, por vezes, parece que estão todos contra mim e isso me deixa muito desmotivada sentindo que meu local de trabalho é o pior do mundo e os momentos que passo lá são os mais sacrificantes da minha vida, não preciso de um bom motivo para perceber a importância do trabalho que a psicologia poderá desenvolver em minha empresa.
Se chegar em casa no fim do dia não é um dos momentos mais esperados por mim e senão consigo me sentir relaxada e acolhida com meus familiares e se parece que a porta significa a entrada para uma caixa escura e imprensada, que me tira o fôlego e me causa taquicardia, não preciso de um bom motivo para reconhecer que a psicologia poderá ser importantíssima em minha relação com meus familiares.
Se meu casamento vai mal e a relação conjugal já se transformou para um de nós dois um verdadeiro martírio; se meus filhos e eu parecemos irmãos ou simplesmente colegas de escola e vejo que não há respeito, amor ou admiração quando seus olhos se encontram com os meus, não preciso de um bom motivo para crer no quanto a psicologia poderá nos ajudar a construir ou reconstruir vínculos de amor.
Se não consigo manter amizades, pois acabo sempre querendo que meus amigos sejam exatamente como eu, ou, me coloco sempre num nível de submissão tão grande que eles não suportam dependência tão extrema, não preciso de um bom motivo para saber que a psicologia poderá me ajudar a visualizar novos caminhos.
Se adquiro alguns problemas aparentemente fisiológicos, mas não consigo diagnóstico em exames clínicos e as respostas médicas se tornam: “já fizemos o foi possível, examinamos tudo, te médicos. Você não tem nada”, e dói, dói e continua doendo não preciso de um bom motivo para crer que meu emocional não está suportando tanto pressão e está gritado por meio de meu corpo por socorro.
Se percebo o quanto hoje a vida está corrida e, por vezes, nem mesmo quem está mais próximo de nós tem tempo para nos escutar. Se a sensação que se tem é de que ninguém suporta ou mesmo não se importa com nosso sofrimento ao dizerem sempre que esse papo de sofrer e estar triste é frescura e se carregar sozinho o fardo diário está bem difícil e angustiante, definitivamente não preciso de um bom motivos para me convencer da importância da psicologia na vida do ser HUMANO.



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